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sexta-feira, 25 de fevereiro de 2011

Robôs participam de corrida de 42 km no Japão


A primeira maratona de robôs do Japão começou nesta quinta-feira em um percurso construído em um centro de convenções de Osaka.

A expectativa é que os atletas robóticos, que medem pouco menos de meio metro de altura, percorram todos os 42.195 metros em três ou quatro dias.

O organizador da prova, Yamato Nobuo, presidente da empresa Vstone, diz que, segundo seus cálculos, é possível que os robôs cheguem ao seu objetivo no sábado de manhã, mas é muito provável que consigam terminar antes. Por outro lado é possível até que a prova só acabe no domingo.

Para os organizadores, o sucesso da corrida pode atrair maior apoio ao evento, para que ela se transforme em algo parecido com a Copa dos Robôs, um torneio de futebol cibernético que, segundo os seus idealizadores, deve produzir um time capaz de vencer jogadores humanos até 2050.

Fonte: BBC

domingo, 20 de fevereiro de 2011

Cidades do interior do Paraná oferecem Internet gratuita

Das praças de Candói, Santa Cecília do Pavão e Pitangueiras, no interior do Paraná, é possível fazer uma visita ao Museu do Louvre, em Paris, ou bater um papo em tempo real com alguém na Holanda. Distante do conceito de isolamento, as cidades tornaram-se pequenos pontos na teia da conexão global a partir da disponibilidade de internet gratuita para a população.

A primeira cidade do interior a garantir o passaporte para os moradores se conectarem foi Santa Cecília do Pavão, no Norte do estado. O projeto começou em 2005 com apoio de empresas privadas e órgãos públicos, incluindo o Ministério das Co­­­mu­­nicações. Hoje, 90% do município de 4 mil habitantes é coberto pela rede, diz o chefe de In­­­formática da prefeitura, Luiz Guilherme Borsatto. O desejo de melhorar os índices educacionais do município e a dificuldade de acesso dos moradores – antes de 2005 a conexão só era discada – fizeram a prefeitura participar de um projeto piloto do ministério na área de banda larga.

Cidades de pequena extensão territorial conseguem disponibilizar sistemas como o WiMesh e o Wi-Fi gratuitamente com mais facilidade, pois precisam de poucas torres de transmissão para atingir uma área razoável. Com isso, os custos e a burocracia diminuem. Além de precisar de uma gama imensa de sinais para ampliação em grandes cidades, a rede obsoleta tende a ficar obsoleta. “Se muda a tecnologia, tem de se mudar tudo, ao contrário de colocar em locais específicos, como parques”, explica o professor Rodrigo Firmino, do programa de pós-graduação em Gestão Urbana da Pontifícia Uni­­­ver­­sidade Católica do Paraná (PUCPR), que trabalha com pesquisas na área de urbanização virtual e ciberespaço.

No Brasil, o termo Cidades Digi­­tais é usado para nominar projetos (públicos ou privados) que envolvam tecnologias digitais, entre elas a internet. Histo­ricamente, segundo o professor do programa de pós-graduação em Gestão Urbana da PUCPR, Rodrigo Fir­­mino, o conceito começou a se po­­­pularizar na década de 1990, mas apenas como representação das cidades na rede. Nos últimos dez anos, ações que englobam o uso de tecnologias digitais para controle e gestão municipais foram ampliadas.

Outro município em que a rede digital gratuita faz parte da rotina dos moradores é Candói, no Centro-Sul do estado. Depois de um investimento de R$ 380 mil, a conexão foi liberada no ano passado com a tecnologia WiMesh (veja no quadro), para metade dos 14,8 mil habitantes. O acesso à internet diminuiu em 5% a inadimplência dos impostos municipais. A rede só é liberada aos cidadãos com os tributos em dia. Quem tem interesse vai ao departamento municipal de finanças, onde é expedida uma certidão negativa dos débitos, e recebe uma senha. “Assim como o poder público tem sua obrigação, o cidadão também tem”, diz o coordenador de Tecnologia e Informática do município, Argemiro Antunes Camargo.

A sinalização na estrada para chegar a Pitangueiras, no Noroeste do estado, é precária. Quase não há placas indicando o caminho. Mas, em toda a cidade, não faltam painéis que informam a disponibilidade da internet sem fio gratuita, que chega a 80% das residências. Até há pouco mais de 18 meses, quando o serviço foi instalado, apenas 30 famílias e empresas do município de 2.814 habitantes tinham acesso à internet.

O Programa Cidade Digital foi implantado pelo prefeito Cristovon Videira Ripol (PDT). A ideia surgiu no fim de 2008, quando várias crianças e adolescentes lhe questionaram por que não havia um projeto de inclusão digital no seu plano de governo. “No início, achei que seria impossível oferecer internet para todos, por causa do custo”, lembra. A prefeitura construiu cinco torres, a R$ 7 mil cada uma, e contratou uma empresa privada (W.I Telecom) para instalar os aparelhos necessários para emissão do sinal, que são alugados por R$ 4.990,00 mensais.

Alguns moradores, porém, reclamam da qualidade. O policial militar José Paulo Limeira, 41 anos, diz que o filho mais velho, Leonardo, 13 anos, perde a paciência com a lentidão da internet. “No período da noite e nos fins de semana, quando tem muita gente conectada, ele tem dificuldade para assistir vídeos”, relata. Segundo o gerente de contas da prestadora do serviço, Silmar Moreno, os usuários têm uma velocidade limite de 300 Kbps, que não é a ideal para algumas atividades. “Não é intenção da prefeitura que as pessoas façam downloads, mas que tenham acesso à rede”.

A era virtual também deu mais oportunidades para moradores como Andressa da Silva Nicolau e Gabriele Cristina Simões de Souza, ambas com 18 anos. Elas estão prestes a começar o segundo ano de Pedagogia, em um curso superior à distância, e vão apenas para a sede da instituição, em Astorga, a 15 quilômetros, para fazer as provas e trabalhos.

Para ter acesso à internet, as estudantes tiveram de comprar computadores e aparelhos receptores do sinal, assim como os outros moradores de Pitan­­gueiras. “Se não fosse a rede, não teríamos condições de fazer a graduação, porque, além de mensalidade, teríamos de pagar transporte diário”, comenta Gabriele.

No Paraná, a cobertura digital da maior parte dos municípios é resultado de iniciativa das próprias prefeituras. Os governos estadual e federal ainda não têm uma participação efetiva no processo. Em cidades de maior porte, como Toledo e Foz do Iguaçu, Oeste do estado, escolas, parques e centros comunitários encarregam-se de conectar os moradores que não têm internet. Em Toledo há um projeto para instalar, a partir do próximo mês, dez telecentros com dez computadores cada. O acesso à rede também é gratuito aos alunos de escolas municipais, que usam os laboratórios de informática, a biblioteca pública e o Centro de Revi­­talização da Terceira Idade. Em Foz do Iguaçu, a prefeitura tem banda larga em 103 pontos, in­­­cluindo 52 escolas municipais. O sistema proporcionou uma economia de R$ 100 mil mensais so­­­mente na área de telefonia.

O Ministério das Comuni­­cações não tem estimativas de quantas cidades digitais existem em todo o país, mas informou que vai apoiar as prefeituras por meio do Plano Nacional de Banda Larga, cuja primeira fase contemplará 100 municípios brasileiros, nenhum deles no Paraná.

Fonte: Gazeta do Povo

terça-feira, 15 de fevereiro de 2011

Como são fabricados os pen-drives e cartões de memória

O vídeo a seguir mostra algumas etapas do processo de fabricação de cartões de memória de de pen-drives nas fábricas do grupo Lexar. Muito interessante!

segunda-feira, 14 de fevereiro de 2011

COPEL oferecerá conexão à Internet por fibra óptica em todo o Estado do Paraná

A COPEL (Companhia Paranaense de Energia do Paraná) anunciou hoje que vai entrar no mercado de banda extra larga na internet. A velocidade de transmissão oferecida pela empresa será de 100 megabytes por segundo.

O serviço já é ofertado no Brasil por companhias telefônicas e TV a cabo. A empresa de energia tem planos de tornar o Paraná o primeiro Estado a ter cobertura 100% digital de internet em todos os municípios.

Para isso ocorrer, a direção da estatal vai contar com uma infraestrutura própria de 17 mil quilômetros de cabo de fibra ótica. A rede é usada para serviços de telecomunicações das unidades da Copel em 240 dos 399 municípios do Estado e será aproveitada no novo serviço de banda larga. A meta é interligar todas as cidades por fibra ótica até o final de 2012 e proporcionar conexão pela internet ultrarrápida até o fim de 2014.

Inicialmente, o serviço de banda extra larga, batizado de BEL-100, será fornecido a clientes empresariais e instalado nas repartições públicas do governo estadual. Os valores das taxas pagas pelos clientes não foram divulgados. A previsão é de que o serviço seja estendido para clientes residenciais a partir de 2012.

A forma de cobrança será feita mediante o nível de consumo de dados do cliente, como ocorre com faturamento da energia, por exemplo.

O presidente da COPEL, Engenheiro Lindolfo Zimmer, disse que serão investidos R$ 100 milhões no projeto para interligar escolas, órgãos públicos e clientes empresariais. O serviço começará por Curitiba, a partir de amanhã, com a interligação de um prédio de 120 salas.

domingo, 13 de fevereiro de 2011

Imagens de satélite localizam petroleiro italiano sequestrado

O satélite Cosmo-SkyMed, operado pela agência espacial italiana (ASI), conseguiu obter as primeiras imagens do navio italiano de transporte de petróleo Savina Caylyn desde que o petroleiro foi sequestrado por piratas vindos da Somália no dia 8 de fevereiro. De acordo com as imagens de radar obtidas pela agência italiana e confirmadas pelo satélite e-GEOS, o navio sequestrado encontra-se a cerca de 330 km de distância da costa da Somália. Baseada nesta informação, a Marinha Italiana providenciou o envio ao local de uma fragata armada, com o objetivo de tentar resgatar o navio.

O navio italiano foi atacado pelos piratas quando navegava perto da ilha de Socotra, território do Yemen, no Oceano Índico, informaram fontes da Marinha italiana. Na embarcação havia no momento do ataque 22 tripulantes, dos quais cinco são italianos e 17 de outras nacionalidades. Não há informações se houve pessoas feridas ou mortas durante a operação de abordagem. O navio Savina Caylyn  navegava a leste da ilha, quando um pequeno barco com cinco piratas a bordo do navio atacou. Os criminosos lançaram granadas incendiárias no navio e rajadas de metralhadoras atingiram o costado da embarcação, que a partir dai perdeu o contato por rádio.

O petroleiro, com um peso de 104 mil toneladas, havia partido do porto de Pasir Gudang na Malásia e tinha como destino o porto de Bashayer, no Sudão. O ataque ocorreu cerca de 880 milhas náuticas da Somália e 500 milhas da Índia, disseram fontes da Marinha italiana.

"Acredita-se que os piratas tenham abordado o navio, uma vez que este reduziu a sua velocidade de cruzeiro durante a última hora", disse Cosimo Nicastro, do comando geral da Guarda Costeira italiana.

Fonte: Space Mart

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Primeiro satélite brasileiro completa 18 anos em operação

Ao completar 18 anos em órbita no dia 9 de fevereiro, o SCD-1 já deu 94.994 voltas ao redor da Terra. Primeiro satélite desenvolvido pelo Instituto Nacional de Pesquisas Espaciais (Inpe), o SCD-1 se mantém operacional e retransmitindo informações para a previsão do tempo e monitoramento das bacias hidrográficas, entre outras aplicações.
O lançamento do SCD-1 pelo foguete norte-americano Pegasus, em 1993, foi o início da operação do Sistema de Coleta de Dados Brasileiro, agora chamado de Sistema Nacional de Dados Ambientais (Sinda).

O sistema é baseado em satélites de órbita baixa que retransmitem as informações ambientais recebidas de um grande número de plataformas de coleta de dados (PCDs) espalhadas pelo Brasil.

Este sistema fornece dados para instituições governamentais e do setor privado, que desenvolvem aplicações e pesquisas em diferentes áreas, como previsão meteorológica e climática, estudo da química da atmosfera, controle da poluição e avaliação do potencial de energias renováveis.

O satélite capta os sinais das plataformas de coleta de dados, instaladas por todo o território nacional, e os envia para a estação de recepção e processamento do Inpe, em Cuiabá (MT).

Depois os dados são transmitidos para o Inpe Nordeste, o centro regional do Instituto localizado em Natal (RN), onde são processados e distribuídos aos usuários.

Atualmente, o sistema é composto pelos satélites SCD-1 e SCD-2, este lançado em 1998. A modernização e revitalização do sistema SCD é uma das prioridades de desenvolvimento e atuação do Inpe, principalmente para atender à demanda de alerta de desastres naturais.

O SCD-1 é um satélite de coleta de dados com 1 metro de diâmetro e 1,45 metro altura, pesando 115 quilogramas. Seus instrumentos consomem 110 watts de energia, fornecidos por um painel solar. O SCD-1 circula em volta da Terra seguindo uma órbita circular de 750 km de altitude, com 25 graus de inclinação.

SERCONTEL vai oferecer serviços de telecomunicações em Curitiba


A empresa de telecomunicações Sercomtel, com sede em Londrina, Estado do Paraná, fez hoje o lançamento de suas operações em Cornélio Procópio com planos ambiciosos para o futuro. Até o final de 2011 a Sercomtel quer passar a operar em pelo menos mais três cidades do Paraná, entre elas Curitiba, onde a empresa entrará em parceira com a Copel, companhia pública de energia do estado que tem 45% da Sercomtel. Os 55% restantes pertencem à prefeitura de Londrina. E para 2012, o objetivo da operadora é chegar a 40 cidades no Paraná.


"Cornélio Procópio é um pólo regional, com demanda reprimida em telecomunicações. Estamos trazendo o que há de mais moderno do ponto de vista tecnológico, baseado no tripé qualidade de serviço, preços competitivos e agilidade no atendimento", afirmou Fernando Kireeff, presidente da Sercomtel.

Para prover os serviços em Cornélio Procópio, a Sercomtel investiu R$ 1,6 milhão em tecnologia de última geração. Nesta primeira fase, Sercomtel já atenderá 80% da malha urbana de Cornéllio Procópio. A princípio, sua atuação comercial dará ênfase ao segmento corporativo e, depois, irá atender também as residências.

Fonte: Press release da Sercomtel

sexta-feira, 11 de fevereiro de 2011

Novos satélites atenderão o Brasil para a Copa do Mundo e as Olimpíadas

O Brasil deve ter mais quatro satélites geoestacionários nos próximos anos para reforçar a capacidade das telecomunicações brasileiras para a Copa do Mundo e as Olimpíadas. A Anatel aprovou ontem (10-fevereiro-2011) as regras gerais para a realização de um leilão onde serão vendidos quatro direitos de exploração para satélites brasileiros. O documento ficará em consulta pública por 30 dias antes de a agência reguladora finalizar o edital da disputa. Mas a perspectiva é que o leilão ocorra ainda neste ano, no máximo até julho.

A pressa em realizar a venda dos direitos não é sem motivo. O Brasil possui hoje 15 posições orbitais em processo de coordenação ou planejamento na União Internacional de Telecomunicações (UIT), órgão internacional responsável pela organização e disposição dos satélites de todos os países na órbita terrestre. Acontece que cada país tem um tempo para reivindicar as posições destinadas pela UIT, sob pena de ceder espaço para outra nação caso não lance seus satélites. E as posições brasileiras só podem ser reivindicadas até 2014.

O tempo para utilização das posições pode parecer amplo, mas a construção e lançamento de um satélite leva em média três anos, o que impõe ao Brasil uma agenda apertada ao realizar o leilão em 2011. A própria Anatel tem parte da responsabilidade do cronograma sem margem para erros que se impõe no momento: o processo de construção do leilão tramita na agência há dois anos.

Com tudo acertado, a perspectiva da agência é positiva com relação ao interesse nos direitos de exploração. Ao menos quatro empresas já teriam demonstrado disposição em arrematar as licenças. São elas a StarOne, a SK Telecom, a PanamSat e a Sky. Cada direito de exploração permite que as companhias escolham até duas posições orbitais para lançar seus satélites geoestacionários. As posições estão distribuídas nas bandas C e Ku. Essas bandas permitem que a operação de múltiplos serviços via satélites, como voz, dados e vídeo.

Fonte: Teletime

Cabo óptico liga Manaus ao Ceará através da Venezuela

O ministro das Comunicações, Paulo Bernardo, esteve hoje em Manaus para participar da solenidade de inauguração do cabo de fibra óptica que liga Manaus à cidade de Santa Helena, na fronteira com a Venezuela. De lá, a rede prossegue até Caracas, onde se liga a um cabo óptico submarino já existente anteriormente, com conexão até a cidade de Fortaleza no Ceará.

Resultado de parceria entre os governos do Brasil e da Venezuela, por intermédio da Eletrobrás, Eletronorte e Companhia Nacional de Telefones da Venezuela (CANTV), o projeto foi acertado entre o ex-presidente Lula e o presidente da Venezuela, Hugo Chaves, em 2008, mas concluído somente agora. Foram dois anos para superar as dificuldades de atravessar a selva amazônica e reservas indígenas.

Antes da implantação do novo sistema de fibra óptica, a velocidade de conexão à internet ofertada em Manaus variava entre 300 e 600 kbps, a preços que atingiam até R$ 400. Agora, a velocidade ofertada será de 1 Mbps, com plano de evolução para velocidades maiores em curto prazo, e os preços deverão variar entre R$ 39,90 e R$ 69,90.

A partir de 2014 Manaus constará com uma outra rota de dados com o restante do Brasil, através de uma linha de transmissão de energia elétrica que ligará a capital amazonense à usina de Tucuruí, interligando o Amazonas ao sistema nacional de energia elétrica. As torres da linha de transmissão deverão abrigar também uma rede de fibra óptica para Manaus e para os municípios de Parintins, Nhamundá, São Sebastião do Uacumã, Itacoatiara e Rio Preto da Eva.

Fonte: Jornal A Crítica (Manaus) & Blog de Ethevaldo Siqueira

Empresa anuncia que lançará carregador compatível com mais de quatro mil dispositivos portáteis


A empresa espanhola IDAPT anunciou que estará lançando no segundo semestre deste ano um carregador de baterias praticamente universal, que possibilitará sua conexão a milhares de dispositivos portáteis, inclusive iPad, iPhone, celulares Android, HP, Nokia e Samsung. O equipamento, de pequenas dimensões, poderá ser alimentado pela tomada de energia elétrica em qualquer país do Mundo, aceitando tensões entre 100 V e 240 V, ou ser conectado à tomada de 12 V de um automóvel.

O equipamento usará um sistema modular de pinos de saída fornecendo tensão contínua de 5V a capacidade de corrente de até 1 A, permitindo sua ligação a equipamentos que usam conectores do tipo USB normal, Mini USB e Micro USB. Haverá também um conector de 30 pinos, do tipo que é usados no iPod e no iPhone da Aplle, tornando-o compatível com todos os tipos de celulares, smatphones ou tablets atualmente em produção. Poderá ser usado também para alimentar e carregar as baterias de equipamentos de games portáteis, receptores GPS e MP3 Players. O equipamento será fabricado com componentes recicláveis e gerente baixo consumo de energia pois, após a carga completa das baterias ter sido alacançada, se desligará automaticamente.

Não foi revelado por enquanto o preço de venda do equipamento.

Fonte: Aving

quinta-feira, 10 de fevereiro de 2011

HP lança tablet e especificações ameaçam o iPad da Apple

A HP, maior fabricante de PCs do mundo, lançou hoje o TouchPad, sua resposta ao iPad, da Apple. O novo tablet tem tela de 9,7 polegadas, conexão Wi-Fi e Bluetooth e sistema operacional webOS, desenvolvido pela Palm, empresa comprada pela HP no ano passado. O preço ainda não foi divulgado e a previsão de sua chegada ao mercado é meados deste ano.


O TouchPad inclui características ausentes no iPad, como conector USB, câmera frontal de 1,3 Mpixels para videochamadas e suporte ao software Flash, da Adobe. A HP também apresentou dois novos smartphones Palm, chamados Veer e Pre 3, e anunciou que usará o webOS em alguns modelos de PCs ainda este ano.


Um dos desafios da HP, na competição com o iPad e os tablets com Android, software do Google, está nos aplicativos. Existem cerca de 6,5 mil aplicativos para o webOS, comparados a 350 mil para a plataforma da Apple, incluindo 60 mil desenvolvidos especialmente para o iPad, e 100 mil para o Android.

domingo, 6 de fevereiro de 2011

Quer fazer um curso no MIT sem sair de casa (e de graça!)?

O MIT (Instituto de Tecnologia de Massachussetts) oferece mais de 2.000 cursos que podem ser feitos via web, nas mais diversas áreas (de aeronáutica até ciência da computação, passando por ciências humanas, física, etc. e, é claro, por engenharia).

O site é http://ocw.mit.edu

Os cursos online do MIT são gratuitos e o único pré-requisito, lógico, é falar inglês. Para quem tem dificuldades neste idioma, o endereço http://mit.universia.com.br contem boa parte do conteúdo do MIT-OCW em português.

quarta-feira, 2 de fevereiro de 2011

Molibdenita é promessa para desenvolvimento de novos transistores

Seu nome é molibdenita e pouca gente na indústria eletrônica já havia prestado atenção nesse mineral barato e bastante abundante. Agora, cientistas da Escola Politécnica Federal de Lausanne, na Suíça, descobriram que a molibdenita não apenas é um material semicondutor como também supera o silício por um estonteante fator de 100.000. E, segundo eles, talvez seja melhor rever as apostas no grafeno como sucessor do silício: a molibdenita supera também a sensação da nanotecnologia no momento.

Quimicamente, a molibdenita é um dissulfeto de molibdênio, criada pela união de dois átomos de enxofre e um de molibdênio - seu símbolo químico é MoS2. Abundante na natureza, este mineral tem sido usado em ligas de aço e como aditivo em lubrificantes. Isso porque suas características físicas e seu comportamento é muito similar ao do grafite, formado por folhas sobrepostas que se soltam facilmente. Tanto que a "técnica" usada pelos cientistas para coletar sua folha monocamada de molibdenita foi a mesma que os ganhadores do Prêmio Nobel de Física usaram para coletar o grafeno: um pedaço de fita adesiva é pressionada sobre o cristal bruto do mineral e pronto - lá está o seu novo material revolucionário.

O grafeno tem sido estudado para inúmeras aplicações desde a sua descoberta, e os transistores de grafeno estão entre os mais rápidos do mundo.

Mas a molibdenita nunca havia sido estudada em detalhes com vistas a aplicações em eletrônica."[A molibdenita] é um material bidimensional, muito fino e fácil de usar em nanotecnologia. Ele tem potencial real para a fabricação de transistores muito pequenos, diodos emissores de luz (LEDs) e células solares," afirmou Andras Kis, um dos autores da descoberta.

O grupo comparou as vantagens desse "material redescoberto" com o silício, o material padrão da eletrônica, e com o promissor grafeno.

Uma das vantagens da molibdenita é que ela é menos volumosa do que o silício: "Em uma folha com 0,65 nanômetro de espessura de MoS2, os elétrons podem se mover tão facilmente quanto em uma folha de silício de 2 nanômetros de espessura," explica Kis. Segundo ele, atualmente não é possível fabricar uma folha de silício tão fina quanto uma monocamada de MoS2.

Outra vantagem da molibdenita é que ela pode ser usada para fabricar transistores que consomem 100.000 vezes menos energia do que os transistores atuais de silício - um cálculo feito quando os dois estão energizados, mas em estado de espera. A imagem ao lado mostra um modelo digital de como seria um MOSFET usando a molibdenita como canal de conduçãono transístor.[Imagem: EPFL]

Finalmente, a chamada bandgap - a diferença de energia entre os elétrons da camada de condução e da camada de valência - da molibdenita é de meros 1,8 elétron-volt, o que a torna ideal para uso em transistores.

Esse hiato entre as camadas, ou bandas, é uma forma que os físicos usam para representar a energia dos elétrons em um determinado material. Os semicondutores possuem espaços "vazios", sem elétrons, entre essas bandas - estes são os chamados hiatos de banda, ou bandgaps. A largura desse hiato é crítica para o desempenho de um material semicondutor porque, se ela não for nem muito estreita e nem muito larga, alguns elétrons podem saltar sobre ela. Isso dá um grande nível de controle sobre o comportamento elétrico do material, que pode ser ligado e desligado mais fácil e mais rapidamente. Esse ligar e desligar resulta na chamada velocidade de chaveamento do transístor - quanto mais veloz, mais rápidos serão os chips construídos com eles.

Apesar de ter propriedades suficientes para ser considerado pela maioria dos cientistas como o material eletrônico do futuro, o grafeno não possui uma bandgap, sendo necessário usar alguns truques para fazê-lo operar em níveis interessantes para a eletrônica.

O transístor de molibdenita construído pelos pesquisadores nasceu quando a fita adesiva que coletou o novo material foi pressionada sobre uma pastilha de silício dopada com uma camada de 270 nanômetros de SiO2. O nanotransístor também utiliza uma camada de 30 nanômetros de óxido de háfnio - HfO2, um material de elevada constante dielétrica (high-k) que tem-se tornado o "ingrediente milagroso" dos transistores mais modernos.

Bibliografia:
Single-layer MoS2 transistors
B. Radisavljevic, A. Radenovic, J. Brivio, V. Giacometti, A. Kis
Nature Nanotechnology
30 January 2011
Vol.: Published online
DOI: 10.1038/nnano.2010.279

Fonte: Inovação Tecnológica