Segundo dados da
Agência Nacional de Telecomunicações (Anatel) de 30 de abril de 2009 e de estudo especial do
site Teleco (
http://www.teleco.com.br/), o Brasil tem hoje 7 regiões com mais equipamentos de telefonia celular em serviço do que habitantes. O critério usado pela Anatel é o de densidade por área de numeração do DDD. Assim, a área 011, que abrange a região metropolitana da Grande São Paulo e municípios vizinhos, tem agora
106 acessos móveis por 100 habitantes. Há um ano, esta região tinha densidade de 80 equipamentos celulares para 100 habitantes. A Anatel passou a adotar a nova estimativa de população publicada pelo IBGE de forma que agora a densidade celular está de acordo com este novo número.
O analista
Ethevaldo Siqueira, do jornal O Estado de S.Paulo, atribui esse crescimento recorde como resultado do acirramento da competição, com a chegada da quarta operadora à região, a
Oi, há pouco menos de um ano.

Em ordem decrescente de densidade ou penetração em acessos móveis por 100 habitantes estão as seguintes áreas de DDD:
1. Salvador (área de DDD 071): 126
2. Distrito Federal (área 061): 118
3. São Paulo (DDD 011): 106
4. Belo Horizonte: 103
5. Porto Alegre: 101
6. Campos (RJ): 100,6
7. Rio de Janeiro: 100,2
A área de numeração 61, que tem a densidade de 118 equipamentos celulares por 100 habitantes, é bem maior do que o Distrito Federal e abrange parte de Goiás. Isoladamente, a cidade de Brasília (a rigor, o Distrito Federal) é a cidade com a maior densidade de celulares do País, com 142,59 celulares por 100 habitantes.
Já a área de numeração 71, que inclui Salvador, Feira de Santana e outras cidades baianas, tem a densidade de 126 equipamentos celulares por 100 habitantes. Essa área de numeração superou em 2008 a área local 61 cuja principal cidade é Brasília.
O total no Brasil em abril de 2009 era de 154.596.643 acessos móveis em serviço, o que representava uma densidade nacional de 80,2 equipamentos por 100 habitantes, e um crescimento de 21,02% sobre a rede existente em abril de 2008.
O site
NoWires destaca que os números não são, rigorosamente, os de telefones celulares, pois existe um pequeno número de acessos através da rede de telefonia celular que não se destinam a serviços de voz e sim de dados. É o caso, por exemplo, de máquinas de autenticação de cartão de crédito que operam por tecnologia GPRS, alarmes domésticos e comerciais também através de GPRS, equipamentos de rastreamento de veículos por sinais GPS e alguns sensores usados nas redes de energia elétrica, telefonia e abastecimento de água. Todos estes equipamentos operam com um
chip interno semelhante aos existentes nos telefones celulares, sendo portanto computados erroneamente como se fossem telefones celulares pelas empresas de telecomunicações e pela
Anatel. Poucos países fazem a separação entre acessos móveis (não-voz) dos celulares e em suas estatísticas, são englobados os dois tipos. A Itália, por exemplo, que tem 158 acessos por 100 habitantes -- também não faz a distinção.
No
site Teleco (
http://www.teleco.com.br/ncel.asp) encontra-se a reprodução exata das tabelas com os dados da Anatel.
Fontes: Blog de Ethevaldo Siqueira, Anatel e Teleco