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quinta-feira, 23 de abril de 2009

Peru adotará o mesmo sistema de TV Digital do Brasil

O ministro dos Transportes e Comunicações do Peru, Enrique Cornejo, anunciou hoje, em solenidade no palácio do governo, a escolha do padrão nipo-brasileiro de TV digital - ISDB-Tb, informa o jornal El Comercio. Ele adiantou também que o processo de adequação ao sistema começará imediatamente. O ministro estava acompanhado de um representante do governo do Japão, Sumitchi Yamaguchi, e enumerou entre as razões para a escolha do padrão sua maior portabilidade e a possibilidade de transmitir sinais de TV aberta para aparelhos de telefone celulares.

Segundo o jornal El Comercio, a associação que congrega os radiodifusores peruanos, a Sociedade Nacional de Rádio e TV, apoiou a escolha do ISDB-Tb, também conhecido como ISDB tropicalizado. Cornejo acrescentou que a decisão foi tomada de acordo com a recomendação de uma comissão multissetorial que estudou o assunto e se encarregou de avaliar outros sistemas disponíveis.

Outro ponto a favor do padrão nipo-brasileiro, citado pelo jornal peruano, é o fato de ter sido desenvolvido no Japão, um país de topografia acidentada muito semelhante à do Peru. "O padrão foi projetado para cobrir partes do territorio em que o sinal comum não entra".

O governo brasileiro ainda negocia a adoção do padrão ISDB-Tb de TV digital com a Argentina, que já teria decidido favoravelmente, com o Chile e com a Venezuela.

Alguns dados sobre o Padrão Nipo-Brasileiro de TV Digital

O padrão ISDB-Tb foi estabelecido para transmissão de sinais digitais de TV terrestre por emissoras de TV aberta no Brasil. Este sistema é baseado no padrão japonês ISDB-T, com a diferença que utiliza a codificação de vídeo no padrão H.264/MPEG-4 AVC, enquanto que no Japão é utilizado o padrão MPEG-2. No Brasil as transmissões analógicas continuarão sendo feitas simultaneamente às digitais somente até 29 de junho de 2016. A partir de julho de 2013 somente serão outorgados, no Brasil, canais para a transmissão em tecnologia digital. Até lá toda a plataforma de transmissão das emissoras deverá operar somente no modo digital e o telespectador terá que trocar ou adequar seu equipamento de recepção para receber as transmissões de TV digital.

Fonte: Blog de Ethevaldo Siqueira + Redação NoWires

Inatel e Fucapi desenvolvem 'Set-Top Box' interativo para TV Digital

O Inatel (Instituto Nacional de Telecomunicações), pioneiro no ensino e na pesquisa especializada em Engenharia de Telecomunicações no Brasil, e a Fucapi (Fundação Centro de Análise, Pesquisa e Inovação Tecnológica de Manaus), desenvolveram em parceria a segunda geração do Set-Top Box para o sistema brasileiro de TV digital, com tecnologia 100% brasileira.

O primeiro equipamento, lançado há cerca de um ano, fazia apenas a conversão do sinal da TV digital para a TV analógica. O novo Set-Top Box permitirá ao telespectador executar os programas interativos oferecidos pelas emissoras de televisão.

O projeto de desenvolvimento do novo Set-Top Box aconteceu em duas frentes. A Fucapi dedicou-se a produzir o software, enquanto o Inatel desenvolveu a placa de circuito interno, realizou toda a rotina de testes com o software embarcado, para conferir a total integração e perfeito funcionamento.

"Desenvolver um equipamento com interatividade representava um desafio para o Inatel, que dominava uma das pontas da comunicação, a da transmissão. Com o Set-Top Box, adquirimos a expertise do lado da recepção, fechando o ciclo transmissão-recepção", afirma o gerente de Desenvolvimento de Hardware do Inatel Competence Center, Carlos Augusto Rocha.

O novo equipamento possui interfaces para conexão à Internet e está preparado para que o usuário interaja com a emissora. “Entre outros benefícios, o novo Set-Top Box permitirá maior inclusão social, que é um dos principais objetivos do governo com a implantação da nova tecnologia”, afirma Rocha.

Fonte: Saber Eletrônica Online

terça-feira, 21 de abril de 2009

Processadores de 28 nanômetros chegarão ao mercado em 2010 prometendo menor consumo de energia e maior desempenho

Um grupo de seis empresas da área de microeletrônica -- IBM, Chartered Semiconductor, GlobalFoundries, Infineon Technologies, Samsung Electronics, e STMicroelectronics -- anunciou um acordo para a produção conjunta de chips com tecnologia de 28 nanômetros. As mais modernas fábricas de processadores atuais produzem circuitos integrados cujas componentes têm dimensões na faixa dos 45 nanômetros, enquanto as memórias já chegaram aos 30 nanômetros.

Os novos chips de 28 nanômetros utilizarão a tecnologia de portas metálicas de alta constante dielétrica (high-k), são projetados para um baixo consumo de energia e serão fabricados por meio do processo CMOS (Complementary Metal Oxide Semiconductor).

O objetivo é produzir novos circuitos integrados para uso em equipamentos móveis, principalmente celulares, PDAs e outros dispositivos de acesso remoto à Internet. O baixo consumo de energia e a menor dissipação de calor dessa nova família de circuitos integrados deverá representar um menor consumo das baterias e, consequentemente, uma maior liberdade operacional para os usuários desses equipamentos.

As empresas que fazem parte do acordo agora firmado já vinham trabalhando em conjunto, tendo alcançado sucesso na fabricação de circuitos de 32 nanômetros em escala industrial.

O primeiro kit de desenvolvimento dos circuitos integrados de 28 nanômetros foi liberado para os desenvolvedores em Março passado. A produção industrial, contudo, só deverá começar na segunda metade de 2010.

Os resultados preliminares indicam que a tecnologia de 28 nanômetros pode oferecer um aumento de até 40% no desempenho e de até 20% na economia de energia quando comparada com a tecnologia atual de 45 nanômetros. Além disso, um chip de 28 nanômetros tem a metade do tamanho de um chip equivalente de 45 nanômetros. A implementação da tecnologia high-k permite a construção de uma das menores células SRAM já disponíveis, medindo 0,120 micrômetros de lado.

Recentemente, engenheiros do MIT demonstraram a possibilidade de fabricação de chips de 25 nanômetros. A IBM, por sua vez, demonstrou, em escala de laboratório, células de memória de 22 nanômetros.

A foto que ilustra este texto mostra a folha referente a 4 de dezembro de 1947 do caderno de anotações de Walter H. Brattain (1902-1987), então trabalhando como Engenheiro no Bell Labs nos EUA, no qual ele descreve a construção do primeiro transistor. Em 1956 Brattain, juntamente com William Bradford Schockley (1910-1989) e John Bardeen (1908-1991), receberam o Prêmio Nobel de Física pela invenção do transistor.

Fonte: Inovação Tecnológica

segunda-feira, 20 de abril de 2009

China lança mais um satélite para o sistema Beidou de geolocalização

Dando continuidade ao plano de ter seu próprio sistema de geolocalização baseado em satélites, a China lançou, no dia 15 de abril, mais um veículo que fará parte do sistema global de navegação por satélites Beidou-2.

Um foguete Longa Marcha 3C partiu do centro de lançamentos Xichang, o sudoeste da China, enviando o satélite geoestacionário como parte de uma série de veículos que formarão o sistema.

A China planeja implementar seu próprio sistema global de navegação por satélites até no máximo 2015, tornando-se assim independente de tecnologias de outros países, principalmente do sistema norte-americano GPS.

Em chinês a palavra beidou denomina uma espécie de concha usada como medida para arroz e também é o nome da constelação chamada no ocidente de "Ursa Maior". No ocidente o sistema chinês tem sido chamando de Compass (bússola, em inglês), apesar de não ser uma tradução correta do termo original. O sistema chinês de satélites Beidou tem uma diferença básica em comparação com o norte-americano GPS e o russo Glonass, pois utiliza satélites em órbitas geoestacionárias. Isto faz com que suas órbitas sejam muito elevadas, obrigando ao uso de receptores volumosos em terra para captar os sinais.

O sistema chines Beidou foi iniciado em 2000, com o lançamento dos satélites Beidou 1A e Beidou 1B. Em maio de 2003 houve um novo lançamento, do satélite Beidou 1C, aparentemente para servir de reserva para os outros dois. Os lançamentos pareciam terminados por ai, quando em 2007 foram lançados dois satélites de um novo sistema conhecido como Beidou Fase 2 ou simplesmente Beidou-2. Por enquanto não está muito claro o que o sistema Beidou-2 tem de novidades em relação ao Beidou-1, mas o governo chines anuncia que pretende lançar 30 satélites adicionais até a metade da próxima década, que se juntarão aos seis que já estão em órbita, para completar o sistema. Estão previstos lançamentos de dez satélites entre 2009 e 2010.

Fontes: Mundo GEO e Redação NoWires

quarta-feira, 15 de abril de 2009

Uso da faixa de 2,5 GHz para Internet deverá incluir contrapartidas

O assessor especial da Casa Civil da Presidência da República André Barbosa revelou que o governo estuda contrapartidas no caso da entrada de novos prestadores de serviços na faixa de 2,5 GHz. Barbosa falou hoje no 9º Rio Wireless, seminário que se realiza esta semana no Rio de Janeiro. Ele acredita que parte do espectro, hoje utilizado para serviço de TV por assinatura em MMDS, venha a ser ocupado por operadoras do SMP (Serviço Móvel Pessoal), das quais seria exigido acesso em banda larga para escolas de regiões remotas.

Segundo relata o site Telecom Online, Barbosa considera mais adequada, entre as propostas em discussão, a divisão do espectro em duas faixas de 70 MHz nas pontas para as operadoras celulares e de 50 MHz no centro para as de MMDS. Mas não sabe, entretanto, se a faixa que restar para o MMDS será suficiente para transmissão de vídeo e de dados. "Mas eles possuem licença para MMDS, é bom lembrar disso", ressaltou.

As contrapartidas podem ser exigidas dos dois serviços, mas o assessor ponderou que as operadoras móveis terão mais condição de atender às escolas em áreas remotas. Para ele, as contrapartidas devem ser utilizadas pelo Estado sempre que possível para implementação das políticas públicas.

A faixa de 2,5 GHz é considerada nobre para a telefonia móvel uma vez que deve concentrar o desenvolvimento do padrão LTE (Long Term Evolution) pelos fornecedores. Mas, atualmente, o espectro está ocupado pelas operadoras de MMDS, que pressionam para continuar com os 190 MHz disponíveis a fim de implementar sistemas WiMAX.

O assessor da Casa Civil recomendou cautela quando se fala da disponibilidade da faixa de 700 MHz, atualmente utilizada pela TV analógica, a partir de 2016, data marcada para a devolução do espectro. Barbosa acha que não há nada de concreto sobre essa frequência a não ser o que consta no decreto da TV digital -- de que ela volta para as mãos do Estado -- e que parte dela é de uso prioritário da radiodifusão.

A faixa de 700 MHz também é considerada nobre na evolução da tecnologia móvel e seu uso, a partir de 2016, tem feito parte da discussão do atendimento de parte das necessidades de espectro das celulares. Os cálculos da própria Anatel dão conta de que há um déficit de 800 MHz de espectro que deverá ser compensado nos próximos anos.

Fonte: Blog de Ethevaldo Siqueira

terça-feira, 14 de abril de 2009

ANATEL regulamenta Internet via rede elétrica


Entrou em vigor nesta segunda-feira, 13, o Regulamento sobre Condições de Uso de Radiofrequências por Sistemas de Banda Larga por Meio de Redes de Energia Elétrica. O documento, chamado informalmente no setor como regulamento do PLC (tecnologia Power Line Communications ou BPL broadband Power Line), permite que empresas de telecomunicações usem a rede elétrica para prestar serviços de internet e sofreu poucas alterações com relação à proposta colocada em consulta pública em agosto de 2008.

O ponto que sofreu mais protestos dos futuros prestadores do serviço, o fato de que a oferta de banda larga por meio da rede elétrica (BPL) será em caráter secundário, foi mantido no regulamento editado hoje. Operar em caráter secundário significa que a oferta estará à mercê de interferências e não poderá prejudicar os serviços ofertados em caráter primário. Em contrapartida à manutenção da restrição, a Anatel retirou uma parte do detalhamento sobre as exigências envolvendo a preservação das operações em caráter primário - atualmente são serviços ligados às Forças Armadas que estão na faixa do serviço.

A segunda parte da regulamentação da nova oferta de internet, relacionada com o acesso às redes das concessionárias de energia elétrica, ainda está em consulta pública na Aneel. A proposta de regulamento da agência reguladora do setor elétrico está aberta para contribuições até o dia 13 de maio. As principais interessadas na liberação da oferta de dados via PLC são as empresas do setor elétrico. Algumas já constituíram empresas de telecomunicações nos últimos anos e precisariam apenas da validação das normas para iniciar, mesmo que de forma tímida, uma oferta comercial dos serviços. Segundo técnicos da Aneel e da Anatel, a tecnologia PLC ainda não está completamente consolidada e, no momento, algumas empresas ligadas às concessionárias do setor elétrico têm feito testes com o sistema.

Fonte: TELETIME News

domingo, 12 de abril de 2009

Preços populares


Foto do cartaz exposto em uma Lan House na Bahia.

Fonte: Blog Circuito Integrado

Indefinição sobre WiMAX no Brasil é tema de reportagem da revista internacional WiMAx Vision

Com o título WiMAX stalls in Brazil a edição de abril de 2009 da revista internacional WiMAX Vision traz uma reportagem mostrando os problemas causados pelo atraso na definição do uso da faixa de 2,5 GHz para a implantação de serviços baseados na norma IEEE 802.16e (WiMAX móvel) no Brasil.

Ouvindo o executivo José Luiz Frauendorf, diretor da NEOTEC, a reportagem mostra os entraves lançados pela agência regulatória brasileira, a ANATEL, para que a faixa de 2,5 GHz seja usada para serviços de transmissão de dados. A NEOTEL é uma organização que reúne as operadoras brasileiras de serviço MMDS (multichannel multipoint distribution service), que anseiam em usar a tecnologia WiMAX para potencializar novos serviços.

Clique aqui para ler a edição eletrônica da Revista WiMAX Vision de abril de 2009.

Celular com TV e 2 chips lançado no Brasil

O primeiro celular comercializado legalmente no País para captar TV aberta, e que funciona com dois chips, chega ao mercado brasileiro por intermédio da EUTV, empresa liderada por Yon Moreira da Silva Jr, ex-executivo da Telefônica. Além do aparelho celular Cefon 880T, a empresa vai distribuir serviços e conteúdos.

O aparelho é fabricado pela E-Techco, da China, e o chip embarcado é produzido pela americana Telegent Systems. Ao anunciar o lançamento, Yon destacou que ambos os dispositivos são homologados pela Anatel (Agência Nacional de Telecomunicações) e apresentam as garantias de qualidade e segurança exigidas pelos órgãos certificadores.

Luiz Brandão, diretor da Telegent, afirmou que o chip já está sendo vendido em outros países e funciona em mais de 20 milhões de aparelhos no México, Argentina, Colômbia, Peru e Venezuela. O preço de lançamento é R$ 799,00 à vista ou em 12 vezes de R$ 75,51 e as vendas são feitas apenas pela internet (www.eutv.com.br) ou por telefone (11 3304-7799), com entrega no prazo de 6 dias.

Segundo Yon, os entendimentos com operadoras brasileiras não resultaram ainda em nenhum acordo para a comercialização nas lojas das empresas e ele acredita que esse modelo de vendas está saturado. O objetivo da EUTV é vender de 30 mil a 40 mil aparelhos em um ano e faturar R$ 20 milhões. Os investimentos iniciais para o lançamento da empresa e do produto foram de R$ 1 milhão.

Fonte: Blog de Ethevaldo Siqueira

terça-feira, 7 de abril de 2009

INPI facilita e barateia registros de software

O Instituto Nacional de Propriedade Industrial (INPI) tornou mais rápido e simplificou o registro de programas de software para baratear os custos da operação das empresas de informática.

O INPI autorizou que, no depósito de registro de softwares, o requerente apresente o código-fonte em CD e DVD, deixando de lado a impressão em papel, "mais trabalhosa e custosa", conforme classificou a chefe da Divisão de Registros de Programas de Computador do INPI, Elvira Andrade.

Segunda ela, o custo para quem apresentar no INPI o depósito de registro de software em CD ficará em R$ 300. Quem usar o sistema antigo, de impressão em papel, até cinco invólucros, pagará R$ 390. O instituto dará descontos para microempresas, pessoas físicas e instituições de ensino e pesquisa.

Elvira conta que, futuramente, a meta do INPI é realizar todo o processo pela internet. Ela acrescenta que a dispensa do papel, além de contribuir com o meio ambiente, também facilita a tarefa do depositante. Com o código-fonte sendo impresso, havia processos de registro com mais de sete mil folhas.

Para manter o sigilo da operação técnica e garantir a segurança do processo, Elvira diz que o INPI, conforme prevê a resolução 201/09, pede autorização ao dono do software para fazer cópia do registro gravado no CD e armazenar as informações protegidas em servidor de dados.

De acordo com Elvira, o proprietário do software, depois de gravar o código-fonte num arquivo e salvá-lo em CD ou DVD, deve colocá-lo em um envelope Sedex. "O uso do envelope Sedex é uma exigência do INPI para garantir o sigilo dos dados. O envelope Sedex, depois de fechado, fica inviolável", diz.

Ela acha que o novo sistema de registro "aumentará significativamente" o número de pedidos, que poderão ser usados para embasar políticas industriais. "Um manancial enorme para fazer pesquisas", afirma. O Brasil figura entre os primeiros 15 países do mundo na produção de programas de computador. "O INPI não reflete essa produção", disse.

Elvira diz que, no ano passado, foram depositados 802 pedidos de registro de software, totalizando 9.500 pedidos desde de 1989, quando o processo foi iniciado.

Segundo ela, os maiores depositantes são o Centro de Pesquisa e Desenvolvimento (CPqD), fundação de direito privado que, anteriormente, pertencia à Telebrás, a Universidade de Campinas (Unicamp), a Petrobras e a Datasul (empresa privada que desenvolve softwares de gestão empresarial).

Fonte: Site Inovação Tecnológica

segunda-feira, 6 de abril de 2009

Anatel aprova regulamento para internet através da rede elétrica

A Anatel aprovou nesta quinta-feira, 2, o Regulamento sobre Condições de Uso do Sistema de Acesso em Banda Larga utilizando Rede de Energia Elétrica (BLP). As novas regras se aplicam à prestação de internet por meio da tecnologia Power Line Communications (PLC). A data de publicação da norma não foi divulgada pela Anatel, nem se o texto encaminhado à consulta pública sofreu alterações.

Em princípio, a oferta de internet via PLC será em caráter secundário, ou seja, sujeita a restrições em caso de causar interferências de outros serviços. Segundo fontes da agência, a decisão pelo caráter secundário não é permanente e pode ser revista quando o serviço se estabelecer comercialmente. A escolha da Anatel de deixar o serviço sem garantias contra interferências foi motivo de críticas durante a consulta pública. No entanto, não há nenhum serviço consolidado usando a faixa designada, que hoje é explorada ocasionalmente por entidades como as Forças Armadas.

A segunda parte da regulamentação da nova oferta de internet por meio da rede elétrica ainda está em consulta pública na Aneel. Trata-se da sistemática aplicada ao uso dos meios físicos para a entrega do serviços aos consumidores, etapa que necessariamente passa pela rede das distribuidoras de energia elétrica. Na Aneel, a perspectiva é de que a negociação do acesso à infraestrutura continue sendo livre, sem qualquer regulação de preços, até porque o setor elétrico não permite a fixação de valores de rede.

Fonte: Mariana Mazza no site TELETIME